Funções e responsabilidades do gerente de projeto de construção

11

O One World Trade Center eleva-se a 1.271 pés no céu de Manhattan. Ele lança uma longa sombra sobre o Empire State Building, um lembrete da resiliência americana e da enorme escala da construção moderna. Este monólito de vidro não apareceu da noite para o dia. Desde 2006, uma enorme equipe vem erguendo a estrutura.

Alguém tinha que coordenar esse caos.

Esse alguém é um gerente de projeto de construção. Esteja você construindo um estacionamento ou construindo um complexo de apartamentos, o PM está no comando. Eles planejam o trabalho. Eles supervisionam o progresso. Eles evitam que toda a bagunça desmorone.

O trabalho não é para iniciantes. Normalmente, você precisa de um diploma de associado. Às vezes, é necessário um diploma de engenharia de quatro anos. Você também precisa de cinco anos de experiência em uma área relacionada. O pagamento reflete a responsabilidade. PMs ganham cerca de US$ 84.000 por ano. Prevê-se que o emprego nesta função cresça 17% nesta década.

Veja como o trabalho realmente funciona.

1. Planeje o trabalho

Antes de martelar um único prego, o plano deve ser definido. O PM analisa o projeto proposto para determinar como e quando o trabalho será executado. Isso inclui o trabalho de preparação que deve acontecer antes do início da construção.

A estimativa de custos é crítica. Ele determina o preço que sua empresa oferece pelos serviços. Uma estimativa ruim significa perder o contrato ou perder dinheiro no trabalho.

O PM também desenvolve um cronograma de entregas. Este é o roteiro. A equipe de construção deve cumpri-lo. Se não o fizerem, o trabalho não será concluído a tempo. Esse é o outro objetivo: eficiência. A relação custo-benefício é importante. O gerente deve revisar o projeto em profundidade. Esta preparação permite-lhes lidar com tarefas inesperadas à medida que surgem.

2. Contratar, demitir, supervisionar

O gerente de projeto comanda o show. Não se trata apenas de desenhar plantas. Trata-se de comandar os capacetes. Você tem que dirigir os trabalhadores. Você os contrata. Você os demite. Se alguém passa mais tempo no penico do que no trabalho, você lida com isso. É uma função de gerenciamento universal. Quer você esteja administrando um circo ou uma equipe de vendas em Sheboygan, o objetivo é realizar o trabalho por meio de outras pessoas.

Fornecimento de ferramentas e materiais

Bill Parcells disse uma vez que queria escolher seus próprios jogadores. Os PMs da construção precisam do mesmo controle sobre seus equipamentos. Sua equipe é inútil sem o equipamento certo. Você tem que obter tudo. Isso significa unhas. Significa escavadeiras. Significa encontrar um lugar para guardar tudo.

Você também precisa de um sistema para rastrear o estoque. Se você não rastreá-lo, você o perde. E se você perder, você perde tempo. Tempo é dinheiro em um local de trabalho. Você deve manter os custos dentro do orçamento e, ao mesmo tempo, garantir que ninguém espere por um reparo ou substituição de uma peça. O rigor aqui evita atrasos posteriores.

Estabelecendo metas claras

Antes que a primeira pá atinja a terra, você precisa de um destino. As metas não são apenas cartazes motivacionais. São marcos concretos. Eles definem o sucesso. Sem eles, você terá uma pilha de materiais e uma equipe confusa.

Estabeleça metas específicas e mensuráveis. Quando a fundação deve ser lançada? Quando o enquadramento deve ser colocado? Essas datas orientam o cronograma. Eles mantêm os subcontratados responsáveis. Eles dão aos trabalhadores uma linha de chegada clara. Metas vagas levam a resultados vagos. Seja preciso.

“Uma meta sem plano é apenas um desejo.” –Antoine de Saint-Exupéry

Isso se aplica a todas as fases da construção. Da demolição ao drywall, cada etapa precisa de um ponto final definido. Vincule essas metas ao orçamento. Se uma fase ultrapassar o orçamento, você saberá imediatamente. Você não descobre na reunião da lista de pendências.

Os protocolos de segurança também devem ser uma meta. Não apenas uma reflexão tardia. Zero acidentes. Uso adequado de EPI. Conversas diárias sobre ferramentas. Isso não é opcional. É uma meta inegociável.

O PM dita o ritmo. A tripulação segue. Se os objetivos não forem claros, o trabalho fica paralisado. Certifique-se de que todos saibam como é “pronto”. Então observe-os trabalhar.

Um gerente de projeto de construção não bate o martelo. Eles não fazem os furos piloto nem apertam o parafuso final. Mas se o trabalho atrasar, ultrapassar o orçamento ou for construído de forma errada, a pressão recairá diretamente sobre seus ombros. É trabalho deles garantir que o trabalho seja feito corretamente, dentro do prazo e sem gastar muito.

Assim que o contrato é assinado, o PM entra em alta velocidade. Eles não apenas olham para as plantas. Eles dissecam as condições contratuais. Cada requisito e entrega são mapeados. O objetivo é definir exatamente como será o “acabado” para que não haja surpresas depois. A partir dessa linha de base, eles constroem o cronograma e o orçamento. Eles dividem o panorama geral em micro-objetivos para cada fase da construção. Essa granularidade os ajuda a determinar exatamente quantos trabalhadores são necessários e quais materiais devem ser encomendados para atingir essas metas.

Cumprindo o cronograma

Há uma piada antiga entre os capacetes veteranos: um projeto de construção é apenas uma coleção de atividades vagamente relacionadas que estão noventa por cento concluídas, acima do orçamento e atrasadas. É engraçado porque é verdade.

O tempo não é apenas uma métrica. É uma arma financeira. A maioria dos contratos inclui danos liquidados. Se você terminar atrasado, o construtor paga. Portanto, o PM tem que definir um cronograma rígido. Eles não apenas definem uma data de início e término. Eles estabelecem prazos provisórios para cada fase principal. Em seguida, eles revisam o progresso diariamente.

As coisas dão errado. O clima bate. Um trabalhador fica ferido. Uma tarefa específica leva o dobro do tempo estimado. Quando o cronograma falha, o PM tem que girar. Eles identificam o gargalo e ajustam os recursos para voltar ao caminho certo. É uma gestão reativa. Você não espera o prazo perder. Você percebe a tendência cedo.

Ficar abaixo do orçamento

Shoppings e parques de escritórios não são construídos por amor à arquitetura. Eles são empreendimentos comerciais. O PM sabe que cada dólar gasto em mão-de-obra, equipamento e materiais sai da margem de lucro. Antes que uma única pá atinja o solo, eles fazem estimativas de custos. Remunerações. Aluguel de equipamentos. Custos materiais. Estes números constituem a base orçamental.

A projeção de custos é a espinha dorsal do projeto. Ele estabelece os limites para tudo. Assim que o trabalho começa, o PM monitora os gastos. Eles comparam os custos reais com as estimativas semanalmente, se não diariamente. Se uma categoria está sangrando dinheiro, eles o cortam. Eles limitam o desperdício. Eles eliminam o que não é essencial. O objetivo é manter o número final inferior ao projetado.

Engenharia de Valor

Esta não é uma palavra da moda. É uma técnica nascida da General Electric durante a Segunda Guerra Mundial. O objetivo é simples: cortar custos sem sacrificar a função. O PM analisa cada ferramenta, material e tarefa e pergunta o que realmente faz. Se um material mais caro tem exatamente a mesma função que um mais barato, eles trocam. Eles pesam alternativas. Eles procuram o caminho mais eficiente para o resultado desejado. Trata-se de realizar o mesmo trabalho por menos.

Mantendo as partes interessadas informadas

A PM responde a dois partidos. A construtora que os emprega. E o cliente que pagou pela obra. Essa dupla lealdade pode ser complicada. O PM deve manter ambos os lados informados em todos os momentos.

Eles fazem isso por meio de relatórios. Relatórios internos da empresa. Relatórios externos para o cliente. Esses documentos cobrem o status do trabalho, o uso do equipamento, a adesão às políticas e quaisquer questões emergentes. Se surgir um problema que mudará o cronograma ou inflacionará o custo, o PM não poderá escondê-lo. Eles têm que informar o cliente imediatamente. Eles projetam o impacto. Eles propõem ajustes. A transparência evita discussões surpresa mais tarde.

Gestão de disputas

Às vezes, o PM tem que vestir a camisa de árbitro. As disputas são inevitáveis. Eles acontecem entre trabalhadores. Entre subcontratados. Entre o construtor e o cliente. Um conflito não resolvido pode interromper um projeto. Isso pode gerar honorários advocatícios. Isso pode afastar a equipe do trabalho produtivo.

Ao lidar com funcionários, o PM elimina os problemas pela raiz. Medidas preventivas claras e mecanismos eficazes de resolução de conflitos ajudam. Você não permite que pequenas queixas se agravem.

As disputas com clientes são mais complicadas. Muitas vezes resultam de atrasos no cronograma, garantias de desempenho ou alterações no contrato original. O PM precisa lidar com isso de forma rápida e informal. Eles trazem informações técnicas, se necessário. O objetivo é manter o trabalho em movimento. O litígio é um último recurso, não uma estratégia.

Resolução alternativa de disputas

Muitos contratos de construção modernos incluem cláusulas de resolução alternativa de litígios (RAL). Se as coisas derem errado, as partes não irão imediatamente ao tribunal.

A arbitragem é comum. Um terceiro neutro analisa os argumentos e toma uma decisão vinculativa. Ambos os lados devem cumpri-lo. É mais rápido e muitas vezes mais barato que o litígio. A mediação é outra opção. Um mediador ajuda as partes a chegarem a um acordo. Mas o mediador não emite uma decisão. É voluntário.

O PM precisa saber qual caminho seu contrato determina. Porque quando o martelo bate, você precisa saber se está negociando ou litigando. O trabalho continua, mas a pressão não.

Gerenciar riscos

Contratos não são apenas papelada. Eles são a única coisa que existe entre uma reforma de sonho e um pesadelo jurídico.

Mas existe um perigo oculto em cada projeto. Um que você não pode consertar com uma cláusula.

Risco.

Está em todo lugar. Nos atrasos do tempo. Na escassez de materiais. Na mão de obra qualificada que sai da rede quando o trabalho fica difícil.

O Gerente de Projeto (PM) não se limita a redigir acordos. Eles gerenciam a incerteza.

Identificando vulnerabilidades

Toda reforma residencial tem pontos fracos.

Você acha que planejou tudo. Você não fez isso.

  • Falhas na cadeia de fornecimento: Aquela janela personalizada? Está em espera há seis semanas. Agora seus carpinteiros estão ociosos.
  • Permitir atrasos: O inspetor municipal está doente. Ou ocupado. Ou não aparece.
  • Confiabilidade do subcontratado: O eletricista que você contratou da última vez o fantasiou.

Um bom PM vê esses buracos antes que eles se abram. Eles não esperam pela tempestade. Eles constroem o telhado.

Estratégias de Mitigação

Como você protege o orçamento e o cronograma?

1. Tempo de buffer.
Adicione 10–15% à sua programação. Não por diversão. Para a realidade.

2. Fornecedores de backup.
Nunca confie em um único fornecedor. Se a fonte primária falhar, você precisará de uma linha secundária. Conheça seus nomes. Conheça seus preços. Tenha um contato pronto.

3. Limites claros do escopo.
Contratos vagos levam ao aumento do escopo. O aumento do escopo mata orçamentos. Defina exatamente o que está incluído. E o que não.

“A ambiguidade num contrato é um convite ao desastre.”

Monitoramento e ajuste

O gerenciamento de riscos não é uma tarefa única. É contínuo.

Faça check-in semanalmente. Não diariamente. Diariamente é microgerenciamento. Semanalmente é supervisão.

  • Os materiais estão no local?
  • Os inscritos estão chegando na hora certa?
  • Existem problemas estruturais inesperados por trás do drywall?

Se algo mudar, ajuste o plano. Não entrar em pânico. Apenas gire.

O custo de ignorar o risco

Os proprietários muitas vezes pulam esta etapa. Eles acham que é muito técnico. Muito chato.

Não é.

É a diferença entre uma cozinha acabada e uma zona de desastre parcialmente construída que custa o dobro do planejado.

Conheça suas vulnerabilidades. Construa seus buffers. Fique alerta.

A casa não se importa com sua linha do tempo. Ele só se preocupa com a gravidade, o clima e os materiais.

Prepare-se para todos os três.

A gestão de riscos não é apenas uma palavra da moda. É o escudo que você segura para evitar que o projeto fique fora de controle. Na solução de problemas, o objetivo é simples: limitar a quantidade de problemas que você realmente precisa resolver. Você não quer ser aquele que segura a mangueira quando as coisas vão mal.

Projetos de construção são campos minados. Uma ampla variedade de fatores apresenta risco potencial.

Condições do local.
Suposições de projeto.
Regulamentações públicas.
Segurança do trabalhador.
Preocupações e regulamentações ambientais.

Só para citar alguns. A lista é interminável. Como o número de riscos disparou, os proprietários não correm mais riscos. Eles querem proteção. Os proprietários agora exigem que o construtor seja pelo menos parcialmente responsável caso ocorra uma perda devido a esses fatores. Você não pode terceirizar totalmente o risco. Você tem que compartilhar o fardo.

É aqui que entra o Gerente de Projeto (PM). Não basta esperar o melhor. O trabalho do PM é analisar os riscos antes que a primeira pá atinja a terra. Você precisa colocar o construtor e o cliente na mesma sala. Reconheça os perigos. Chegar a um acordo mútuo sobre como esse risco será compartilhado. Se você não fizer isso antecipadamente, estará se preparando para uma ação judicial mais tarde.

Mitigando riscos durante a construção

Assim que a construção estiver em andamento, a análise será interrompida. A ação começa.

Você deve mitigar os riscos. Como? Selecionando cuidadosamente materiais e equipamentos. O revestimento de vinil barato pode economizar dinheiro hoje, mas se quebrar sob pressão, você pagará por isso amanhã. Escolha materiais que atendam às condições do local que você identificou anteriormente. Monitore o trabalho que está sendo executado. De perto.

Não passe por uma equipe instalando drywall e verifique seu telefone. Olhar. O enquadramento está nivelado? Eles estão seguindo os protocolos de segurança que você concordou? Se algo parecer errado, pare o trabalho. Corrija isso.

“Uma ampla variedade de fatores apresenta risco potencial… os proprietários decidiram compartilhá-lo, exigindo que o construtor seja pelo menos parcialmente responsável.”

Não se trata de microgerenciamento. É uma questão de supervisão. Você é o amortecedor entre o plano e a realidade do local de trabalho. Quando você é proativo em relação ao gerenciamento de riscos, não está apenas protegendo o orçamento. Você está protegendo sua reputação. E neste setor, sua reputação é a única coisa que não se deprecia.

O trabalho continua. Os riscos mudam. Surgem novos problemas. Você se adapta. Você atenua. Você continua seguindo em frente.